segunda-feira, novembro 06, 2006

Hora da siesta

"Em boa parte do mundo industrializado, um cochilo é visto como sinal de fraqueza física ou moral. Os muito jovens cochilam, os muito velhos cochilam. Os doentes cochilam. Os vagabundos. Adultos produtivos com boa saúde não cochilam.
Nossa cultura celebra a ação, o fazer, o conquistar, uma atitude que leva a desdém pelo sono em geral. Ficamos acordados até tarde e acordamos cedo. Viramos a noite trabalhando. Dormiremos depois de morrer, e até lá sempre há um café na esquina.
Mas está errado. Um bom cochilo é um dos grandes prazeres da vida e a habilidade de cochilar é sinal de uma vida bem balanceada. Quando cochilamos retomamos o controle sobre nossos dias mecanizados, driblamos nossa sociedade escravizada pelo relógio. Deixamos de lado a urgência imposta pelo controle externo do mundo e reencontramos um ritmo interno que tem milhões de anos de idade".
Kurt Kleiner é um tipo perigoso. Uma espécie de revolucionário. De anarquista. Deve ser comunista. via Arts & letters daily